Apresentado pela jornalista e produtora Ariane Ferreira e o produtor musical e guitarrista Rogerio Oliveira, o podcast Rock S.A tem como proposta discutir e informar sobre o cenário rock 'n roll de maneira simples e autêntica. A cada novo episódio a dupla busca trazer fatos novos aos amantes e curiosos do estilo cultural e musical, discutindo temas atuais e desvendando boas histórias. Em episódios especiais, Rogerio e Ariane trazem entrevistas exclusivas e nada padronizadas; as histórias e t ...
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N'A CABINE #009: Diana Oliveira
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Natural de Lisboa, a história de Diana Oliveira começa com viagens de comboio até à cidade invicta quando morava em Braga com os pais. Fosse para sair ou trabalhar, viajava para “conseguir estar mais perto do movimento de música que se passava há cerca de 15 anos no Porto”. Lá, conheceu o “núcleo de amigos e quando chegou a altura de entrar na faculdade, não havia dúvidas para onde iria concorrer”. Diana chegou a trabalhar na área, Comunicação Social, “mas entre 2011 e 2012, quando já dava os primeiros passos como dj”, percebeu que tinha de tomar uma decisão: “tocar até de madrugada e, no dia seguinte trabalhar na redação não estava a funcionar”. Mesmo sem o apoio da família, escolheu a música “com a convicção de fazer o que mais gosto”. A apoiá-la estava a RDZ, coletivo que ajudou a criar e do qual fala com orgulho. Isto foi pela altura em que se mudou para o Porto “há cerca de 10 anos”. A paixão por Lisboa não se apaga, mas foi a cidade portuense a “’responsável’ pelo início de carreira”. Como dj, Diana Oliveira acredita que não “existe uma fórmula para agarrar o público, cada um deles é diferente, cada espaço é diferente”. Com um set-up de dois Technics SL1210/1200, dois CDJ-2000 e uma Xone 92 da Allen & Heath, Diana tem o público com respeito . “Sempre viajei entre vários estilos”, diz-nos, “há sets que acabam por ser menos diversos, mas, lá está, tudo depende da energia do público”. "O que tento fazer é “absorver a energia” do público, o que o local me dá e retribuir com a minha música, tentando criar momentos que possam, de alguma forma, tornar-se inesquecíveis para aqueles que saíram de propósito para me ouvir ou simplesmente para beber um copo e descontrair e acabaram por se cruzar comigo" Recentemente, Diana esteve envolvida, juntamente com Ruben Domingues, Vitor Magalhães e os coletivos da RDZ e Industria, na organização do festival Elétrico, que aconteceu no Parque da Pasteleira, no Porto. “Nos últimos meses, todos os focos estiverem para aí virados”, responde Diana quando questionada acerca daquilo que tem feito. Diana vê o panorama atual do país com bons olhos, e acredita que estamos “a reconquistar o título Paradise Called Portugal que nunca devíamos ter perdido”. “As restantes cidades é o que também ajuda a alimentar as mais centrais, há imensa coisa a acontecer”, acrescenta, tecendo elogios aos eventos que são organizados pelo resto do país. Para este set N’A Cabine, Diana Oliveira leva-nos na sua “companhia durante uma viagem de duas horas com passagem pelo deep, house, break, acid, techno e não só”. “Desprendido de estilos”, a verdade é que só há resposta para este episódio – e é a Diana que a dá: “boa viagem”.
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Natural de Lisboa, a história de Diana Oliveira começa com viagens de comboio até à cidade invicta quando morava em Braga com os pais. Fosse para sair ou trabalhar, viajava para “conseguir estar mais perto do movimento de música que se passava há cerca de 15 anos no Porto”. Lá, conheceu o “núcleo de amigos e quando chegou a altura de entrar na faculdade, não havia dúvidas para onde iria concorrer”. Diana chegou a trabalhar na área, Comunicação Social, “mas entre 2011 e 2012, quando já dava os primeiros passos como dj”, percebeu que tinha de tomar uma decisão: “tocar até de madrugada e, no dia seguinte trabalhar na redação não estava a funcionar”. Mesmo sem o apoio da família, escolheu a música “com a convicção de fazer o que mais gosto”. A apoiá-la estava a RDZ, coletivo que ajudou a criar e do qual fala com orgulho. Isto foi pela altura em que se mudou para o Porto “há cerca de 10 anos”. A paixão por Lisboa não se apaga, mas foi a cidade portuense a “’responsável’ pelo início de carreira”. Como dj, Diana Oliveira acredita que não “existe uma fórmula para agarrar o público, cada um deles é diferente, cada espaço é diferente”. Com um set-up de dois Technics SL1210/1200, dois CDJ-2000 e uma Xone 92 da Allen & Heath, Diana tem o público com respeito . “Sempre viajei entre vários estilos”, diz-nos, “há sets que acabam por ser menos diversos, mas, lá está, tudo depende da energia do público”. "O que tento fazer é “absorver a energia” do público, o que o local me dá e retribuir com a minha música, tentando criar momentos que possam, de alguma forma, tornar-se inesquecíveis para aqueles que saíram de propósito para me ouvir ou simplesmente para beber um copo e descontrair e acabaram por se cruzar comigo" Recentemente, Diana esteve envolvida, juntamente com Ruben Domingues, Vitor Magalhães e os coletivos da RDZ e Industria, na organização do festival Elétrico, que aconteceu no Parque da Pasteleira, no Porto. “Nos últimos meses, todos os focos estiverem para aí virados”, responde Diana quando questionada acerca daquilo que tem feito. Diana vê o panorama atual do país com bons olhos, e acredita que estamos “a reconquistar o título Paradise Called Portugal que nunca devíamos ter perdido”. “As restantes cidades é o que também ajuda a alimentar as mais centrais, há imensa coisa a acontecer”, acrescenta, tecendo elogios aos eventos que são organizados pelo resto do país. Para este set N’A Cabine, Diana Oliveira leva-nos na sua “companhia durante uma viagem de duas horas com passagem pelo deep, house, break, acid, techno e não só”. “Desprendido de estilos”, a verdade é que só há resposta para este episódio – e é a Diana que a dá: “boa viagem”.
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