Esportes - Brasil na reta final de preparação para Mundial de Handebol Masculino no Egito, marcado pela pandemia

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O Mundial de Handebol Masculino começa no Egito a partir desta quarta-feira (13) com 32 seleções, um número inédito de participantes. A seleção brasileira estreia contra a Espanha e tem o desafio de ficar com uma das vagas do grupo B, um dos mais equilibrados da competição. Mas a ambição dos jogadores é de surpreender, fazer história e tentar terminar entre os quatro melhores da competição. Por causa da pandemia da Covid-19, o Mundial no país africano balançou. Não faltaram especulações sobre um possível adiamento por causa da propagação do novo coronavírus. Mas a Confederação Internacional, presidida pelo egípcio Hassan Moustafa, não apenas manteve o evento como também confirmou a presença de público, o que gerou insatisfação e críticas. O dinamarquês Mikkel Hansel, eleito várias vezes o melhor jogador do mundo e atual campeão mundial, por exemplo, não descartou cancelar sua participação devido à decisão dos organizadores de aceitar os torcedores nos ginásios. A presença ficou limitada a 20% da capacidade dos locais de competição. Muitos atletas da Alemanha, como Patrick Wiencek e Steffen Weinhold, desistiram de participar do evento para ficar com seus familiares. Haniel Langaro, lateral esquerdo da seleção brasileira, também questiona a realização deste evento no atual contexto sanitário. “Na minha opinião também não deveria existir esse Mundial. A saúde vem em primeiro lugar. Um campeonato mundial, com 32 seleções em meio a uma pandemia, com organização, staff, árbitros... É muito complicado. Estamos sujeitos a tudo o que está acontecendo porque não temos controle disso. Já vi em vários lugares que tem atletas positivos em várias seleções, então temos que ver como vai acontecer, como vai ser a estrutura no Egito”, opina. Adaptação às restrições sanitárias A 27ª edição do Mundial de Handebol Masculino tem que se adaptar às estritas condições sanitárias para atletas, delegações e todos os envolvidos que terão que fazer testes anti-Covid e respeitar regras de distanciamento social. A pandemia prejudicou a preparação de muitas equipes. O amistoso da seleção brasileira com o Egito previsto para este final de semana, por exemplo, foi cancelado. O Brasil termina sua preparação no Rio Maior Sport Centre, em Portugal, onde o grupo está reunido desde o final do ano passado, e deve embarcar para o Egito no início desta semana para terminar a fase preparatória antes da estreia. O ritmo de treinamento tem sido intenso, para compensar a falta de preparação e amistosos durante todo o ano o passado. A última vez que a equipe se reuniu foi em janeiro de 2020, no torneio sul-americano. Além da pandemia, que revolucionou o calendário esportivo, o planejamento do handebol brasileiro foi impactado pela crise no comando da Confederação. Manoel Luiz Oliveira, acusado de corrupção e que estava afastado, voltou por decisão da justiça, mas ficou por pouco tempo no comando. O primeiro-vice-presidente, Ricardo Souza, não pode assumir devido a denúncias de assédio moral e sexual. O cargo interino foi parar nas mãos do segundo vice-presidente Jefferson da Silva Oliveira, que ocupa interinamente a presidência. Neste contexto turbulento, o técnico Marcus de Oliveira, conhecido como Tatá, um dos mais experientes do país, assumiu em outubro com a missão de preparar a equipe rumo ao Mundial no Egito. Contando com um elenco onde a maioria dos atletas atua na Europa, potência do esporte, ele diz que o talento desse grupo está no coletivo: “Sem dúvida nenhuma, o ponto forte da equipe brasileira, além da qualidade técnica individual, é a qualidade coletiva. É um grupo que se conhece muito e joga junto há muito tempo”, diz. Os atletas aproveitam o tempo curto para melhorar o entrosamento e estudar os adversários enquanto se adaptam às restrições impostas pela pandemia. “Estamos terminando uma fase de preparação em Portugal com muitos treinos físicos e táticos e análise dos adversários. Infelizmente, não conseguimos os jogos amistosos que queríamos, mas a gente entende a situação da pandemia e tenta preservar ao máximo o estado de saúde dos atletas e da comissão técnica nesta fase de incertezas. Mas hoje todo o cuidado é necessário”, salienta. Ambiçäo: chegar até a semifinal A seleção brasileira estreia na quinta-feira (14) contra a Espanha, atual campeã europeia e uma das melhores do continente. É teoricamente o adversário mais difícil, mas Polônia e Tunísia também são obstáculos complicados no caminho da seleção. “Temos um grupo muito distinto com equipes muito técnicas e táticas como a Espanha, seleção com potencial físico tanto de altura quanto de lançamento que é a Polônia, e uma equipe muito forte, veloz e um sistema defensivo com muita pegada que é a Tunísia. É um grupo bem heterogêneo”. Para o lateral Haniel Langaro, um dos mais experientes do grupo e que disputa seu terceiro Mundial, a chave do Brasil é difícil, mas o objetivo é claro: “A primeira fase é sempre muito difícil, principalmente porque ficamos muito tempo sem treinar, sem amistosos para treinar a equipe. Nosso grupo é superdifícil, talvez um dos mais difíceis do Mundial. O nosso maior objetivo é se classificar e passar para a próxima fase, de preferência por pontos”, disse. No último Mundial, em 2019, o Brasil ficou em 9° lugar, na sua melhor participação na competição. O time surpreendeu em quadra e no Egito, pode mais uma vez, sonhar em encontrar seu espaço entre as potências do handebol mundial. “Temos potencial e já mostramos isso. Esse formato atual, de um dia de jogo e outro de descanso, pode ser favorável para a gente. Mas a gente sabe das grandes seleções que temos pela frente. Sabemos também que tem muitas seleções desfalcadas. Mas confio plenamente em cada um aqui. Vamos fazer o nosso melhor, dar o máximo possível para a gente buscar uma classificação histórica, quem sabe até uma semifinal que seria um grande sonho e um grande objetivo para todo mundo”, conclui Haniel. Depois da Espanha na quinta-feira, o Brasil enfrenta a Tunísia no dia 17 e encerra a primeira fase contra a Polônia no dia 19.

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